segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Sobre estar firme...


A cada dia que passa, vejo o quanto as coisas desse mundo não têm valor nenhum. Nada nem ninguém valem a pena. Não existe nada nesse mundo que te recompense da maneira como Deus recompensa. Alias, nada nesse mundo é capaz de te recompensar por qualquer esforço que você possa fazer. Por isso que nosso coração deve estar totalmente voltado para o Senhor, firme n'Ele. Por isso que devemos estar sempre atentos a Sua voz... Por isso que devemos apenas fazer a vontade d'Ele.

Como estou usando palavras como "recompensa" e "esforço", você pode estar pensando que estou falando de algum jogo de interesse. Mas isso não é verdade, me refiro a dedicação de vida. Me refiro ao sentido da vida, entende? Me refiro ao fato de termos um olhar sóbrio quanto aos nossos objetivos. Sobre termos maturidade para discernir aquilo que vale a pena para a nossa vida e o que não vale. E para isso, precisamos essencialmente do Senhor.

A vida nesse mundo e seus cuidados, as pessoas, as coisas... nada disso traz satisfação quando são buscados e alcançados. As solicitudes desta vida apenas nos decepcionam, nos deixam desnorteados. Viver a vida que este mundo quer que a gente viva é viver preso em um labirinto. Buscar as coisas dessa vida nos afasta do real propósito para o qual fomos criados. Deus nos criou com um motivo e esse motivo é revelado a cada um pelo seu próprio Criador.

Que Deus lhe faça compreender qual o seu propósito... que você venha a entender qual é a sua identidade n'Ele, pois caminhar e descobrir que cada passo dado foi em vão traz amargura a alma, impedindo o Espírito de agir em sua vida. Que nós venhamos a nos focar naquilo que vem do alto e não no está nessa terra. Creia, pois a sua fé equivale às suas mãos... então agarre-se ao Senhor, creia! Que o Senhor nos revele o significado da mensagem da Cruz em nossas vidas. A morte do Cordeiro não foi em vão.

Talvez você não esteja entendendo nenhuma dessas palavras, mas saiba que o Senhor tem um motivo para te trazer até aqui. Não importa se a tempestade já foi anunciada, permaneça firme em Deus... Permaneça firme sobre a Rocha e você não irá perecer. Essa não é mais uma dessas mensagens inspiradas por umas dessas teologias que nós vemos por aí. Não, essa é a vontade de Deus para todos os Seus filhos. Que nós, como filhos, venhamos a nos achegar mais perto do Pai, buscando as Suas asas para a nossa proteção.

Há uma pregação no CD mais recente do Ministério Livres Para Adorar que tem mexido muito comigo. Essa pregação está dividida em duas partes abaixo. Ouça, por favor.

Que Deus esteja sempre com você, lhe guiando e não permitindo que você entre nos labirintos da vida...

Paz!

Para que outros possam viver
Parte 1


Parte 2

sábado, 3 de outubro de 2009

Sobre... será que estou sobre mesmo?


" Contudo, quando avaliei tudo o que as minhas mãos haviam feito e o trabalho que eu tanto me esforçara para realizar, percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento; não há nenhum proveito no que se faz debaixo do sol." (Eclesiastes 2.11)

Quando você era criança, o que você respondia quando te perguntavam "o que você quer ser quando crescer?"

Bem, falando por mim, desde pequeno que eu sempre tive um gosto pelo chamado "mundo dos negócios". Confesso que eu tinha aquele sonho meio burguês de sair de terno e gravata pra trabalhar, mas não sem antes da um beijinho de despedida na minha linda esposa que, momentos antes, havia preparado um delicioso café da manhã para mim. Eu sonhava com reuniões de negócios, queria ter uma sala grande o suficiente para comportar a minha mesa de trabalho. Sim, eu sonhava com cargos imponentes e altos salários. Sonhava também com uma casa bem espaçosa e com o seu gramado que, de tão verde, parecia pintado a mão (e às vezes ele era, porque eu gostava de desenhar essas coisas quando pequeno rsrs).

Mas recentemente aconteceu algo comigo. Eu participei da minha primeira reunião de trabalho e, para a minha surpresa, o que parecia ser o estar perto de realizar um sonho, me pareceu mais o "ser um barco vazio à deriva". A reunião em si foi bastante proveitosa para a trabalho, mas o meu espírito não aproveitou nada daquilo que foi discutido. Entendam, meu objetivo não é falar mal do meu emprego (pra longe de mim isso, até porque eu gosto muito das funções que exerço), mas sim mostrar o quanto Deus deve estar presente em TUDO na nossa vida.

Ao sair dessa reunião, fiquei pensando sobre os propósitos do Senhor em me colocar nesse meio. Alias, isso não é só sobre mim, mas acho que isso se estende a todo o povo d'Ele. Agora a pouco, eu estava trocando de canal e estava reprisando na TV a entrevista do Pr. Silas Malafaia com o Morris Cerullo. E, como há um tempinho atrás eu vi um burburinho na Internet sobre essa entrevista, eu quis assistir. Fiquei indignado com certas coisas que ouvi esse homem pregar.

Em meio àquele discurso sobre vitória financeira, sobre prosperidade, sobre o cavalo preto relatado em Apocalipse 6.5 (ele diz que esse cavalo virá para julgar a vida financeira das pessoas), me veio a lembrança aquilo que está escrito em João 6.27, que diz assim:

"Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem lhes dará. Deus, o Pai, nele colocou o seu selo de aprovação."

Acho que somente essas palavras de Jesus fazem ruir toda a chamada teologia da prosperidade. Mas o meu foco nessa nova conversa também não é combater as vertentes teológicas existentes por aí. Sinceramente, queria falar sobre o meu coração. O Senhor tem falado coisas ao meu coração que me fazem duvidar da minha maturidade para viver o que Ele quer me ensinar.

Sabe, a nossa natureza carnal é muito apegada ao que temos, principalmente quando se trata daquilo que temos certeza de que foi dado por Deus. Há alguns meses, o Senhor ministrou em meu coração sobre a oferta de Isaque ao Senhor por Abraão. Deus havia pedido a Abraão aquilo que ele esperara por tanto tempo, um filho de sua mulher Sara.

Se você quiser ler mais sobre isso, basta procurar a conversa sobre uma decisão (ou clique aqui).

Precisamos nos entregar a Jesus por inteiro, abrindo mão de tudo por Ele (sobre isso, leia o capítulo 9 do evangelho de Lucas, do versículo 57 ao 62).

Ao ser pedido por Deus, Abraão se dispôs a entregar seu próprio filho por Amor ao Senhor. Ninguém sabe o que se passou no coração de Abraão, mas sabemos que ele entregou. E foi recompensado por Deus, por que Ele se agradou do coração de Abraão. Deus, no último instante, ordenou ao contrário a Abraão, e o recompensou com a continuidade da vida de Isaque (Gênesis 22.7-14).

Talvez você ache loucura eu dizer que a reconpensa de Deus foi algo que Abraão já possuia (seu filho), mas é justamente isso que acredito que Deus espera de nós venhamos a entender. Tenho sentido que entregar a Deus não significa perder, pelo contrário, significa ganhar, e ganhar muito mais. Com essa entrega, Abraão ganhou a certeza de que agradava ao seu verdadeiro Pai. É o que vemos em Gênesis 22.12, quando Deus diz a Abraão que a partir daquele momento soube que ele temia verdadeiramente ao Senhor Deus. Do que adiantaria ter um linda esposa, filhos e terras, se Abraão na agradasse a Deus?

Do que adianta para um homem trabalhar o dia inteiro, atingir os mais altos níveis de graduação acadêmica e de conhecimento intelectual, nadar em rios de dinheiro, ter uma esposa e filhos perfeitos, possuir casas e fazendas... ser dono da metade do mundo? Do que adianta ele possuir tudo isso, se ele não estiver com sua vida entregue nas mãos de Deus? Do que adianta sonhar com todas essas coisas passageiras? Tudo isso é vazio porque passa. Nada disso é eterno, só o Senhor Jesus é o Eterno.

Entregar a nossa vida ao Senhor não significa também viver na miséria, tendo que fazer um "jejum forçado" todos os dias. Entregar nossa vida a Deus significa reconhecer que Ele é maior que todas essa coisas. Sabe, um belo dia você se aposenta e o trabalho acaba (alias, é uma maldade fazer uma pessoa trabalhar a vida inteira e ela só poder ter tempo para aproveita-la quando já está perto da morte), você envelhece e esquece tudo o que aprendeu, o dinheiro é o mais efêmero de todos os bens da vida e os filhos crescem e vão embora, Mas Deus permanece do seu lado.

Quando nosso tempo se cumprir nessa terra, quem ira nos recepcionar? Nossas esposas ou maridos? Não, Jesus! É Ele quem espera por nós.

Quando estava saindo daquela reunião no trabalho, estava pensando nessas coisas. Estar sobre a Rocha é permanecer n'Ele, independente do que há de vir. As ondas não são maiores do que Deus. Tenho aprendido que, o que Ele me pedir, devo entregar a Ele, sem me firmar nem me acomodar com as coisas passageiras dessa vida.

Engraçado, há um mês e meio atrás eu postei aqui uma canção da Vineyard, e hoje me lembrei de outra que fala justamente sobre isso. Vamos deixar tudo aos pés da cruz, vamos entregar tudo a Ele.



"Senhor, receba minha vida em Tuas mãos. Eu Lhe entrego tudo aquilo que tenho, tudo o que na verdade nunca pertenceu a mim, mas tudo o que sempre veio de Ti. Em nome de Jesus, o Eterno e mais suficiente Salvador das nossas vidas. Amém."

Fiquem na Paz, e que o Senhor seja com vocês... sempre!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sobre a oração de Ana...

"Então Ana orou assim:
'Meu coração exulta no SENHOR; no SENHOR minha força é exaltada. Minha boca se exalta sobre os meus inimigos, pois me alegro em tua libertação.
Não há ninguém santo como o SENHOR; não há outro além de Ti; não há rocha alguma como o nosso Deus.
Não falem tão orgulhosamente, nem saia de suas bocas tal arrogância, pois o SENHOR é Deus sábio; é Ele quem julga os atos dos homens.
O arco dos fortes é quebrado, mas os fracos são revestidos de força.
Os que tinham muito, agora trabalham por comida, mas os que estavam famintos, agora não passam fome. A que era estéril deu à luz sete filhos, mas a que tinha muitos filhos ficou sem vigor.
O SENHOR mata e preserva a vida; Ele faz descer à sepultura e dela resgata.
O SENHOR é que dá pobreza e riqueza; Ele humilha e exalta.
Levanta do pó o necessitado e do monte de cinzas ergue o pobre; Ele os faz sentar-se com príncipes e lhes dá lugar de honra.
Pois os alicerces da terra são do SENHOR; sobre eles estabeleceu o mundo.
Ele guardará os pés dos Seus santos, mas os ímpios serão silenciados nas trevas, pois não é pela força que o homem prevalece.
Aqueles que se opõem ao SENHOR serão despedaçados. Ele trovejará do céu contra eles; até os confins da terra.
Ele dará poder a seu rei e exaltará a força do seu ungido.'" (I Samuel 2.1-10)




Desde sempre, quando eu ouço falar sobre a oração de Ana, me lembro logo de I Samuel 1. Sempre vem a minha cabeça a imagem de uma mulher prostrada diante da entrada do santuário do Senhor, chorando rios de lágrimas, clamando por um milagre de Deus. Sei que não posso falar pelos outros, mas acredito que isso também deva acontecer com você. Quando lembro de Ana, mãe do profeta Samuel, lembro de uma mulher humilhada por ser estéril, por não poder gerar filhos... por ser uma árvore que não consegue dar frutos.

Como nos ensinam nas igrejas, a esterelidade era motivo de muita vergonha para as mulheres dos tempos bíblicos. O fato de não poder gerar filhos as tornavam pessoas de terceira categoria (terceira porque muitas passagens deixam a entender que, naquela época, todas as mulheres eram tratadas como pessoas de segunda categoria).

No caso de Ana não era diferente. Alias, o caso dela ainda possuia um agravante: Ana vivia sob o mesmo teto que sua principal agressora. Ela sofria com os insultos e humilhações de Penina, a outra mulher de Elcana. Naquela época havia a "permissão" para que um homem pudesse possuir mais de uma esposa. Mas era só a permissão, pois eu acredito essa nunca foi a vontade de Deus. Creio que Deus só permitiu que um homem possuísse mais de uma mulher para o ser humano se espalha-se mais rapidamente sobre a terra.

Alias, sobre isso, eu tenho uma espécie de teoria: Logo após o grande dilúvio, Deus ordenou para que Noé e seus filhos crescessem e multiplicassem (Gênesis 9.1 e 7). Bem, a terra estava devastada e só haviam eles e suas respectivas esposas, filhos e filhas. Você já percebeu que quando há o registro genealógico de alguém, a Bíblia nos fala os nomes dos filhos homens, mas generaliza a quantidade de filhas sem muitas vezes especificar essa quantidade? Acho que isso vai além do que o "machismo" da época.

Penso que nesse caso, Deus permitiu a poligamia porque deveriam haver mais mulheres do que homens na terra (à exemplo do que acontece hoje em dia). Portanto, para que não existisse mulheres em plena idade fértil sem marido, Deus permitiu isso. Mas essa nunca foi a vontade d'Ele. Gênesis 2.24 prova isso, e o que Jesus, o próprio Deus, nos diz em Marcos 10.6-9 me tira qualquer sombra de dúvida sobre esse assunto. Até porque, Deus criou o homem para amar a sua mulher (e não as suas, no plural). É contra a natureza do nosso coração amar mais de uma pessoa, digo isso de experiência própria, pois, graças a Deus já encontrei a minha (rs).

Enfim, voltando a história de Ana, ela se encontra angustiada, em um estado de extrema fragilidade emocional. Acredito que, como toda mulher, ela deve ter buscado apoio naquele que era quem ela mais amava e confiava, ou seja, seu marido Elcana. Mas Elcana, com a delicadeza particular dos homens da época, lhe perguntou: "Será que eu não sou melhor para você do que dez filhos?" (I Samuel 1.8b)

Depois disso, entendo que Ana se encontrou sem chão, sem ter onde se apoiar... foi nesse momento que ela encontrou o SENHOR. Lembra da nossa ultima conversa? Aquela sobre sermos fracos? Eu sei que já faz um tempinho, mas é só você ler a ultima postagem. Em II Coríntos 12.10 Paulo faz uma irracional (para o mundo) afirmação, dizendo que quando somos fracos, ai sim é que somos fortes.

JESUS!!!!! ISSO É MUITO FORTE!!!!!

Nossos alicerces devem ser o Senhor, SEMPRE! É n'Ele que devemos nos apoiar, porque é ELE QUEM NOS FAZ FORTES! Quando desistimos de agir de acordo com a força do nosso próprio braço, abrimos o caminho para o Senhor nos mostrar a força dos Seus poderosos braços.

Ana sentiu isso, por isso ela se jogou ao chão na entrada do santuário e chorou. Ela se humilhou aos pés de Deus. Ela clamou sem se importar com aqueles que estavam ao seu redor. Tanto é que Eli, sacerdote do templo, achou que ela estava bêbada (I Sm 1.12). Ela orou, gritando em silêncio e isso foi mais do suficiente para Deus. Pouco depois o Senhor se lembrou dela.

"Assim Ana engravidou e, no devido tempo, deu à luz um filho. E deu-lhe o nome de Samuel, dizendo: 'Eu o pedi ao SENHOR.'" (I Samuel 1.20)

Outra coisa que eu queria ressaltar nessa história é o coração de Ana. O coração dela estava de acordo com o coração do Senhor, afinal de contas, Ela pediu e Deus atendeu. Se olharmos com outros olhos para essa história, poderiamos muito bem dizer que Ana queria um filho para agradar aos outros, já que ela era despreza de acordo com os conceitos de sua sociedade. Certo? Não, errado! O que Ana sentia era muito mais do que a pressão de uma solicitude da vida, Ela sentia o desejo de cumprir o propósito de Deus para sua vida.

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, Ele corta; e todo que dá fruto Ele poda, para que dê mais frutos ainda." (João 15.1 e 2)

Acho que Ela se sentia como um ramo podado, incapaz de frutificar. Mas Deus poda os seus ramos para que eles frutifiquem ainda mais. Samuel, o filho de Ana, veio a ser um profeta do Senhor. Ele era um homem diferente em meio a sua geração. Ele ungiu Davi, o maior rei da história de Israel. Ele foi uma das peça fundamentais que Senhor usou para abrir o Caminho em meio as trevas desse mundo. Deus usou Samuel, filho de Ana, para abrir alas para o nosso Salvador, Jesus.

Ana frutificou e deu toda a glória ao Senhor. Ela entoou o cântico que está descrito lá em cima, no início dessa nossa conversa. Ela se firmou no Senhor, ela se pôs verdadeiramente sobre a Rocha. Sabem, tenho aprendido que essa é a verdadeira atitude daqueles que afirmam que se entregaram ao Senhor. Os que se entregaram nas mãos de Deus, confiam n'Ele, mesmo quando choram... mesmo quando se desesperam.

O Senhor não está surdo ao nosso clamor, nem cego para não ver as nossas lágrimas. Ele conhece o nosso coração. Ele quer cumprir o Seu propósito para nossas vidas e, se nós também queremos isso, Ele cumprirá. No tempo devido, Ele cumprirá. O que Ana passou fez com ela viesse a amadurescer. Ela amadureceu ao perceber que só dependia do Senhor.

O Senhor está em busca de corações dispostos a amadurecer n'Ele. Nós podemos até olhar para nós mesmos e nos acharmos um lixo, as pessoas podem fazer com que nós venhamos a nos sentir assim. Mas tenha calma, Deus está trabalhando, confie n'Ele... Creia nos propósitos d'Ele, confie no Amor d'Ele. O Amor d'Ele é maior. É o que tenho aprendido.

sábado, 15 de agosto de 2009

Sobre sermos fracos...

Uma das coisas mais difíceis para o homem é admitir suas fraquezas. Cada um de nós possui as suas, mas ainda assim, fingimos que não. A fraqueza é algo que mexe com o ego, com a nossa auto-imagem. Não sei porque, mas todo mundo sempre tenta parecer mais forte do que realmente é.



Na verdade, isso tudo não passa de uma das consequências da ação de uma velha (e terrível) companheira que esta conosco deste os tempos da queda: a vaidade. Tanto é, que quando as nossas fraquezas se tornam notórias, sempre buscamos uma maneira de nos justificarmos para que possamos sair "bem na fita". Temos medo de sermos vulneráveis, temos medo de sermos fracos.

Acredito que isso seja devido também a essa "pseudo-civilização" que há muito tempo vem ocorrendo no mundo. Acho que os avanços tecnológicos, a ânsia pelo enriquecimento e o crescente enfriamento do Amor vem tornando as pessoas tão egoístas quanto um leão com fome. Vivemos, na verdade, em uma selva. E, em uma selva, o que predomina é a lei do mais forte. Nesse caso, a vaidade serve de um mecanismo de defesa para aqueles que vivem nesse mundo.

Mas os filhos de Deus não pertencem a esse mundo, eles não se defendem, eles são defendidos (João 15.19).

O problema é que os nosso entendimento também é fraco e nós somos pequenos demais pra compreender tudo o que ocorre ao nosso redor. Estamos sempre tão focados em nós mesmos e nos nossos desejos (ou seja, no que a nossa carne quer), que não percebemos Aquele que se move em um nível mais elevado de existência.

Pra explicar melhor o que quero dizer, gostaria que você lesse o que o apóstolo Paulo escreve em sua segunda carta aos Coríntios:

"Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte." (II Coríntios 12.10)

Acho que só recentemente compreendi o que Paulo quis dizer com isso. É difícil entender como alguém pode se alegrar nas fraquezas. Quem gosta de ser fraco? Os fracos são sempre os insultados, os necessitados, os perseguidos, os angustiados, etc. Os únicos fracos que podem descansar tranquilos são aqueles que têm alguém forte ao seu lado. Alguém que possa protege-los, alguém que venha a enfrentar os seus adversários (ou predadores)... alguém que se põe à sua frente, briga, apanha e sofre por ele.

Acho que é disso que Paulo fala. Engraçado que algumas coisas, às vezes, passam despercebidas por nós. Logo no inicio do versículo 10, Paulo fala que pelo Amor de Cristo ele se regozija nas suas fraquezas. Paulo fala daquilo que ele, como um ser humano fraco, descendente da queda, nunca poderia alcançar se não fosse pelo Amor de Cristo. Ele fala da sua dependência da Graça que foi obtida na cruz.

Tudo que um fraco quer é ter alguém que o proteja. E nós temos, esse alguém é Jesus. Voltemos na Palavra, vamos ver o que Paulo fala no versículos que antecedem o versículo 10:

"Para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar. Três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim. Mas Ele me disse: "Minha Graça é suficiente para você, pois Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza'. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim." (II Coríntios 12. 7-9)

Aqui, Paulo está falando exatamente disso. Nós somos fracos e não podemos ser justificados por nossas obras. Temos esse problema de sermos vaidosos ao mesmo tempo em que somos fracos. Isso é um espinho na carne (honestamente, não sei se é disso que ele fala ao usar essa expressão) que nos impede de caminharmos em direção Àquele que nos protege.

Podemos sim nos entristecermos quando não temos as situações sob o nosso controle. Quantas coisas acontecem conosco e não podemos mudá-las? Mas o Senhor é quem enxuga nossas lágrimas e nos pega em Seu colo. É Ele quem nos protege, nós nunca conseguimos, nem nunca conseguiremos nada pela força do nosso próprio braço. Somente pela Graça de Deus é que somos justificados.

Só o nosso Salvador Jesus, aquele que realmente nos ama, pode cuidar de nós. Há coisas que não podemos mudar... não podemos, por exemplo voltar no tempo e evitar que aconteça aquilo que nos fere hoje. Não podemos dar um grito e conseguir imediatamente que toda a nossa situação atual mude de uma hora para outra. Mas os caminhos de Deus são retos e sempre nos levam em direção ao centro da Sua perfeita vontade.

Nossa confiança deve estar em Cristo, devemos exercitar nossa fé e crer no poder d'Ele. O ateus costumam nos perguntar que, se há um Deus, por que há tanta desgraça no mundo? Simples, é porque falta fé. As pessoas preferem depender de si mesmas... muitas vezes o homem fica dependência do próprio homem. É muito confortável esperar algo do governo, por exemplo. Mas o governo do qual as pessoas esperam algo é composto por homens tão fracos (ou até mais fracos) que eles mesmos.

Nós temos um Rei, que governa sobre toda a terra. Um Rei cuja a majestade está no Seu Amor, e Sua Glória está nos céus. Ele sim é forte, d'Ele sim podemos depender. A Sua Graça e a Sua Justiça nunca falham... Sua misericódia é eterna. É n'Ele que devemos nos vangloriar... Quando é direcionada a Ele, nossa vaidade recebe outro nome: adoração.

A adoração é fruto da fé. E a fé é o firme fundamendo das coisas que não vêem, mas que se esperam (Hebreus 11.1). Se você não entendeu, eu explico pra você: fé é confiar no Senhor, independente das circunstâncias. Fé é depender da Graça de Deus. E é essa Graça que nos fortalece.

Antes de encerrar essa nossa conversa, gostaria que você ouvisse essa música que o Senhor tem usado muito para falar comigo nesse tempo:

Tua Graça (Vineyard Music Brasil)


Que venhamos a nos esconder atrás do nosso Rei Jesus.

Paz!

domingo, 19 de julho de 2009

Sobre o inverno na vida...

"A ressureição nos ensina que não devemos confiar nas aparências"
A. W. Tozer


De tempos em tempos, todos nós passamos por momentos de inverno em nossas vidas. Em uma área ou outra, o inverno sempre aparece. Nesses períodos é comum que venhamos a "murchar" um pouquinho, afinal é no inverno que sentimos mais frio. O trocadilho pode até parecer um tanto tosco, mas o frio congela as pessoas e isso é cientificamente comprovado (se você não acredita, eu não aconselho que você tente comprovar por experiência própria... rsrs).

Trazendo esse exemplo mais pra perto de nós, podemos afirmar que o frio representa a falta de esperança no coração das pessoas durante o inverno, ou seja, uma situação aparentemente sem solução. Nada representa melhor uma situação irreversível (ou um inverno) do que a morte. Até dizem por aí que enquanto houver vida, há esperança.

Nos cemitérios, diariamente o inverno se torna mais rigoroso nos corações de familiares e amigos das pessoas que chegam a esse lugar. Enquanto uma pessoa está respirando, há a esperança de que ela ficará bem, independente do seu estado... Porém, essa esperança acaba quando um corpo é enterrado.

Por favor, não comece a achar esta conversa deprimente, há esperança pra ela também... rsrs.

O que eu quero dizer é que não há muito o que se fazer quando alguém morre. Nós apenas aceitamos esse novo estado físico desse alguém. Nos invernos da vida, o frio procura matar nossos sonhos... nossas esperanças... nossa fé.


Sabe, quando Jesus foi morto crucificado, acredito que as lágrimas não faltaram. No momento de Sua morte, a desesperança encontrou um lar nos coração daqueles que estavam assistindo a crucificação do Filho de Deus. Quando Ele foi sepultado, muitos pensaram esse era o fim (acho curioso que eles tenham pensado assim, afinal se Cristo ressusitou Lázaro, Ele não teria poder para se ressuscitar?). Pela falta de fé, essas pessoas foram surpreendidas. No terceiro dia, Jesus ressuscitou.

Não importa o quão gelado esteja o seu inverno, ele sempre passa. Nós, seres humanos, somos seres sensoriais. Temos a tendência a confiar naquilo que os nossos olhos enxergam e naquilo as nossas mãos podem tocar... lembram de Tomé?(João 20.24-30). Não importa se os seus olhos não vêem uma solução, creia, permaneça na fé que lha foi dada pelo Espírito. Esse mesmo Espírito foi quem revelou a Palavra de Deus aos apóstolos. E essa Palavra nos diz que a fé é o FIRME fundamento das coisas que não se vêem, mas se espera (Hebreus 11.1).

Confie no Deus que conhece as suas necessidades, Ele é Pai e não deixará de lhe dar aquilo que você precisa. Não há situação que o Senhor Jesus não possa reverter... A cruz está vazia, pois Ele venceu a morte!!!!!!

"Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo." (João 16.33)

O inverno um dia passa. E quando passa, ele é substituído pelo lindo desabrochar das flores na primavera... Confie em Jesus...

Paz!

sábado, 13 de junho de 2009

Sobre a conversão...


Honestamente, eu não me lembro de um acontecimento especifico que possa ser usado como marco para comprovar que eu aceitei a Jesus como Senhor e Salvador da minha vida. Cristo entrou na minha vida através da minha mãe, a primeira (e, por enquanto, única) da minha família a se entregar a Ele. Isso aconteceu quando eu tinha uns 13 ou 14 anos. No início, eu dizia que não ia virar crente... tão novo, porém com o coração endurecido. Mas com o passar do tempo, o Senhor foi tocando no meu coração, e a medida que os anos se passaram, Deus foi gerando em mim um amadurecimento que eu não percebia que estava acontecendo.

Digo que eu não me lembro de uma vez ter ido lá frente da igreja, como os novos convertidos fazem. Mas eu sei que eu O aceitei. Confesso que isso as vezes me traz uma certa "confusão". Há vezes em que eu olho para a minha vida e me sinto profundamente triste, afinal somos todos pecadores imersos nesse mundo sujo, então eu começo a pensar que não sou convertido, mas sim convencido... entende?

Eu ouço as pessoas contarem que se converteram com "X" anos de idade, no dia "Y", do ano "Z". Falam que sentiram algo extraordinário, algo completamente novo e desconhecido para elas. Algumas falam até em experiências transcendentais. Essas pessoas contam detalhadamente tais acontecimentos... é como se elas estivessem conscientes em todo o tempo. É como se elas tivessem ponderado cada atitude e, com convicção, se entregaram a Cristo. Pensar nessas coisas me dá a sensação de que eu me tornei "crente por osmose". É como se eu simplesmente tivesse me deixado levar por uma onda, muito tranquilamente... muito naturalmente, sem muito estardalhaço... sem muita consciência. Eu simplesmente aceitei...

"Não se amoldem aos padrões desse mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12.2)

Entretanto, esse meu pequeno conflito que compartilho com vocês não me faz duvidar, nem me impede de reconhecer o agir de Deus na minha vida. Toda vez que lembro do passando vejo que o quanto o Senhor já me transformou... Naquela mesma época (durante os meus 13 ou 14 anos) eu estava começando a ter meu caráter formando. E só pela misericórdia do Senhor que fui tendo os meus caminhos convertidos para a direção dEle...

"Jesus chamou para junto de si a multidão e disse: Ouçam e entendam. O que entra pela boca não torna o homem 'impuro'; mas o que sai de sua boca, isto o torna 'impuro' "
(Mateus 15.10 e 11)


Só para exemplificar, você já viu em algum lugar o tipo de garoto gordinho, metido a engraçado e desbocado? Do tipo que se diverte ao falar os piores tipos de bobagens? Pois é, eu era desse tipo. A coisa era tão crítica que até os meus colegas na época, que nesse aspecto eram muito parecidos comigo, diziam que eu exagerava. Mas Deus foi gerando em mim a insatisfação com aquele tipo de comportamento e, gradualmente, Ele foi mudando a minha essência... Cristo foi renovando o meu coração.

"Mas as coisas que saem da boca vêm do coração, e são essas que tornam o homem 'impuro'. Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias."
(Mateus 15.18 e 19)


Lá em Mateus 6.22 está escrito que os nossos olhos são a candeia do nosso corpo. A candeia nada mais é do que uma espécie de lamparina, ou seja, é um objeto que é utilizado para se locomover na escuridão... para enxergar o caminho.

Você já perguntou sobre o significado da palavra "conversão"? Converter-se nada mais é do que mudar de direção.

Imagine que você está dirigindo um carro e, de repente se vê perdido. Você não sabe mais pra onde está indo, mesmo assim continua indo em frente. Sempre bate aquele arrependimento quando você lembra de um momento em que você tomou um caminho errado. Mas então você vê uma placa de retorno... o que você faz? Simples, você entra nesse retorno e procura voltar para o caminho que você conhece. Nessa busca, você vai fazer as curvas e conversões necessárias para encontrar esse caminho certo.

Esse carro é uma metáfora para a nossa vida, e Jesus a nossa placa de retorno. Nesse momento, é impossível não citar as palavras de Jesus que estão descritas em João 14.6:

"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim."

Acredito que pela falta do tal "marco da minha conversão", Deus tem me feito entender que a verdadeira conversão não é aquela que a gente conta para as pessoas. A verdadeira conversão é aquela que a gente vive. Eu não estou dizendo que as pessoas mentem ao contarem suas histórias, mas quero dizer que só as histórias são muito pouco. De que adianta você levantar do banco da igreja, caminhar lá pra frente, onde todos podem te ver, e ao sair dali permanecer (e gostar) nas mesmas práticas? A verdadeira conversão é aquela que a gente vive, constantemente. Quem aceita a Cristo como Senhor da sua vida não se torna apenas "crente", se torna um discípulo de Jesus. Esse se dispõe a aprender de Cristo.

Aceitar a Jesus é dizer pra Ele: "Venha Senhor! Venha habitar em meu coração... seja os meus olhos... seja a minha candeia!". Depois disso, sendo Ele os seus olhos, você verá o quanto está perdido. Ele te fará ver quais são as curva que você precisa para colocar a sua vida na direção certa. Em direção ao Pai.

"Vocês me procurarão e me acharam quando me procurarem de todo o coração." (Jeremias 29.13)

Se você costuma frequentar esse blog, já deve ter notado que sempre cito o versículo acima. Isso porque ele é muito precioso pra mim, é um dos primeiros versículos usados por Deus para falar ao meu coração. Mas continuando, no início versículo seguinte a esse (v.14) o Senhor diz que se deixará encontrar por aqueles que o buscarem com sinceridade no coração.

Converter-se é largar velhas práticas, é ser realmente diferente. Não o "diferente igual ao mundo" que temos notado que está sendo pregado por ai. Mas ser realmente diferente, separado para Cristo. E, nesse ponto, entra algo que só o Senhor pode gerar em nós: o arrependimento. O arrependimento é o que evita que venhamos a cair nos mesmos erros do passado. O arrependimento nos deixa mais próximo de Deus, pois só há arrependimento quando há sinceridade no coração.

Ser realmente diferente é não servir a dois senhores (Mateus 6.24), mas ao único Deus. Não há como permanecer com Cristo sem largar as práticas desse mundo, por mais inofensivas que elas possam parecer. Não há! Não há como amar a um senhor sem desprezar o outro. Por isso eu me pergunto e pergunto a você também: quem é o seu Senhor?

Se o nosso Senhor for Jesus Cristo, nós já sabemos o que fazer.

sábado, 16 de maio de 2009

Sobre Romanos 12.2... ainda...



Bem, aqui estou eu novamente. Menos de dois dias depois da nossa última conversa, volto aqui para falar da mesma palavra. Quando eu disse na ultima postagem que Romanos 12.2 estava mexendo muito comigo, eu falei sério. É como se, do nada, fossem abertas as cortinas que nos impedem de olhar a realidade do que está lá fora... sei lá...

Porém, desta vez, trago também alguns versículos complementares a essa palavra:

"Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem vive de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz, a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à Lei de Deus, nem pode fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus." (Romanos 8.5-8)

Devemos ter muito cuidado para não cairmos no engano. Todos nós estamos sujeitos aos desejos da carne, mas é uma decisão nossa atendê-los ou não. Lembram que a duas postagens atrás eu lhes falei o que Deus estava ensinando sobre o culto racional a Ele (Romanos 12.1)? Toda a nossa vida é recheada de decisões, ou seja, escolhas. Essas escolhas sempre geram consequências, e as consequências são maiores que os atos (escolhas). Servir ao Senhor é uma decisão que tomamos tanto com a nossa racionalidade quanto com o nosso coração.

Mas há um outro lado... pecar também é uma decisão...

"Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo a praticar imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se. Eis que breve venho! A minha recompensa está comigo, e retribuirei a cada um de acordo com o que fez." (Apocalipse 22.11 e 12)

Amados, todos nós somos falhos e estamos imersos nos desejos da carne. Mas o Senhor nos ama! E só o fato de estarmos sendo chamados ao arrependimento já comprova este amor. Apesar de nossos pecados, nós somos santos, pois todos esse os nossos pecados foram lavados pelo sangue de Cristo. Cada gota vermelha de sangue que escorreu das feridas de Jesus na cruz foi para deixar a nossa vida mais alva.

Eu quero fazer uma pergunta a você: o Senhor tem te ensinado? Você tem aprendido algo do Senhor? Você tem conhecido cada vez mais a Ele? Se a resposta for sim, alegre-se, porque o Senhor está te santificando. Ele está renovando a sua mente.

Cada vez nos ensina, Ele está nos convencendo do pecado. E nós devemos estar com nossos corações abertos para esse ensinamento, pois estamos em meio a uma "corrida contra o tempo".

Ele breve vem!!!!!

E consigo, Ele trará as consequências de nossos atos (lembra-se? as que são sempre maiores?). Se vivemos para o Espírito, seremos recompensados (consequência) de acordo com esse viver... e se vivemos para a carne, também.

Portanto, irmãos, não se esqueçam disso. Não importa quão grande seja a sua tentação, não ceda. Todos nós sabemos que a tentação (seja ela de que tipo for) é uma espécie de sofrimento, e foi por isso que eu escolhi essa imagem que está lá no inicio desse post. Os objetos dessa imagem nada mais são do que a COROA que Cristo usava e o TRONO onde Ele estava quando alcançou a glória.

Ele sofreu muito mais por nós do que nós iremos sofrer por Ele... agora me lembrei novamente de II Coríntios 4.16-18:

" Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória esterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno."

Não andar de acordo com os padrões desse mundo é sofrer sim. Enquanto todos buscam exaltar a si mesmos, nós devemos buscar exaltar ao Senhor. O mundo, com suas práticas, age para exaltar a si, mas nós, com nossas práticas, devemos agir para exaltar a Cristo. Por isso, honremos a Ele nos abstendo das práticas sujas desse mundo... práticas que nada mais são do que morte. Nós devemos morrer sim, mas morrer para este mundo.

O morrer para o mundo é o viver para Cristo!!!

"Então disse Jesus aos Seus discípulos: 'Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.'" (Mateus 16.24)


Paz!